**Título:** `Entry #12: O Peso do Terno e a Tinta Seca`
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*** `[ Comentários (3) ][ Tags: #WWF #AttitudeEra #Tarrytown #UTLaw #Vazio ]`
Hoje, no hotel , vi um cara da minha idade saindo do saguão.
Ele usava um terno cinza impecável, segurava um café caro e falava no celular sobre estágios em advocacia ou contratos. Ele parecia pertencer ao chão em que pisava. Parecia um ex-colega de classe da Casis Elementary.
Ele é o "sucesso". Eu sou apenas o "Stand Cat" que o Triple H vai tentar destruir no ringue . Meu pai sempre me deixou ler o que quisesse, pular nos ringues da fazenda do avô o quanto aguentasse. Mas, no fim das contas, ele sempre tentou me puxar de volta para a gravidade da vida real.
O "sustento". A gravata. A sala com ar-condicionado onde os erros são arquivados em pastas de couro, não televisionados para milhões de pessoas ao vivo. Minha mãe tomou o caminho oposto.
Ela fugiu da linha reta de Tarrytown, foi pintar na Itália com o vento no rosto.
Mas foi ela, limpando pincéis sujos no ateliê da fazenda, quem me deu o aviso mais sombrio: "A vida de quem vive para a performance é uma sala de espelhos, Kye. É linda, mas é de uma solidão que arranca a pele. Ninguém entra no seu ringue com você."
Ela estava certa. O wrestling é uma arte bruta, e eu nunca estive tão cercado de câmeras, fãs e executivos, e nunca me senti tão absolutamente sozinho. Às vezes, na calada da noite, a dúvida me sufoca.
Se eu tivesse escutado meu pai... se eu tivesse sentado em uma sala de aula da UT Law hoje, decorado códigos penais e aprendido a ser um "Preston" engravatado... será que a angústia desapareceria?
Será que, se eu focasse em ascensão social, em comprar um sedã do ano e em falar sobre o mercado imobiliário com os outros caras, eu me relacionaria melhor com eles?
Será que a distância entre mim e os caras do vestiário da WWF sumiria se eu apenas *tentasse* ser normal?
Eu queria acreditar que sim. Queria acreditar que o terno curaria o vazio.
Mas a verdade é que, mesmo de terno, o espaço ao meu redor continuaria tremendo. O poder não liga para diplomas.
Se eu apertasse a mão de um juiz, eu teria que segurar a entropia para não fazer a mão dele apodrecer. O terno não é uma cura.
Seria apenas uma gaiola mais cara. E eu... bem, eu nasci para despencar. E, graças ao *Vetor*, eu sempre encontro o chão.
Mesmo que eu nunca queira estar nele.
Ele usava um terno cinza impecável, segurava um café caro e falava no celular sobre estágios em advocacia ou contratos. Ele parecia pertencer ao chão em que pisava. Parecia um ex-colega de classe da Casis Elementary.
Ele é o "sucesso". Eu sou apenas o "Stand Cat" que o Triple H vai tentar destruir no ringue . Meu pai sempre me deixou ler o que quisesse, pular nos ringues da fazenda do avô o quanto aguentasse. Mas, no fim das contas, ele sempre tentou me puxar de volta para a gravidade da vida real.
O "sustento". A gravata. A sala com ar-condicionado onde os erros são arquivados em pastas de couro, não televisionados para milhões de pessoas ao vivo. Minha mãe tomou o caminho oposto.
Ela fugiu da linha reta de Tarrytown, foi pintar na Itália com o vento no rosto.
Mas foi ela, limpando pincéis sujos no ateliê da fazenda, quem me deu o aviso mais sombrio: "A vida de quem vive para a performance é uma sala de espelhos, Kye. É linda, mas é de uma solidão que arranca a pele. Ninguém entra no seu ringue com você."
Ela estava certa. O wrestling é uma arte bruta, e eu nunca estive tão cercado de câmeras, fãs e executivos, e nunca me senti tão absolutamente sozinho. Às vezes, na calada da noite, a dúvida me sufoca.
Se eu tivesse escutado meu pai... se eu tivesse sentado em uma sala de aula da UT Law hoje, decorado códigos penais e aprendido a ser um "Preston" engravatado... será que a angústia desapareceria?
Será que, se eu focasse em ascensão social, em comprar um sedã do ano e em falar sobre o mercado imobiliário com os outros caras, eu me relacionaria melhor com eles?
Será que a distância entre mim e os caras do vestiário da WWF sumiria se eu apenas *tentasse* ser normal?
Eu queria acreditar que sim. Queria acreditar que o terno curaria o vazio.
Mas a verdade é que, mesmo de terno, o espaço ao meu redor continuaria tremendo. O poder não liga para diplomas.
Se eu apertasse a mão de um juiz, eu teria que segurar a entropia para não fazer a mão dele apodrecer. O terno não é uma cura.
Seria apenas uma gaiola mais cara. E eu... bem, eu nasci para despencar. E, graças ao *Vetor*, eu sempre encontro o chão.
Mesmo que eu nunca queira estar nele.
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